"Algumas pessoas tem como “ídolos” personalidades, personagens de filme ou heróis de revista em quadrinhos. Eu tive o privilégio de ter um ídolo presente ao meu lado desde o momento em que eu nasci – meu grande amigo e “coincidentemente” meu avô, pra sempre meu ídolo, Pierino Massenzi. Desde pequeno eu já o imitava pra lá e pra cá na cozinha, com o pano de prato no ombro, enquanto ele fazia maravilhosos pratos culinários e me chamava carinhosamente de “meu amigão”. É Pierino era também um artista na culinária e aliás creio que em tudo que se propôs a fazer durante a vida. Desde criança, eu já observava suas obras e achava tudo muito bonito, mais tarde eu olhava e pensava “caramba, que orgulho que eu tenho de ser seu neto”. Infelizmente não puxei o dom do meu avô nas artes plásticas, mas felizmente o desenvolvi em outro ramo, na música. Talvez o sentimento de tristeza por não mais tê-lo fisicamente ao meu lado nunca passe, porém hoje eu consigo vê-lo e observar todo seu legado de outra forma, de outro ângulo – uma visão que antes eu não tinha – de Pierino Massenzi artista, e não Avô.  Nonno, Obrigado por tudo o que você nos ensinou durante a vida e espero que de onde você está, você possa também se orgulhar de mim. Bem, você queria tanto um site não é? Então aqui está. Foi feito com muito carinho pra você e para que o mundo todo possa conhecer um pouco mais sobre você e sua obra - só um pouco - pois o privilégio de ter te conhecido de verdade, só nós que passamos a vida toda ao seu lado tivemos." - Sergio R. Massenzi Leão - maio de 2010

 

     "Pierino Massenzi. para mim "noninho", meu avô, meu amigo, meu exemplo de vida. Venho aqui não para falar do artista, porque esse todos já conhecem, venho aqui falar sobre a pessoa mais linda que já conheci, um avô maravilhoso, carinhoso e dedicado, um cozinheiro de mão cheia, engraçado, brincalhão, com ele eu aprendi o verdadeiro significado da palavra amor e ele me mostrou o que é ser amada de verdade, um amor puro, amor não só de avô, mas amor de pai também. Tudo que eu possa escrever aqui ainda será pouco perto de tudo o que ele representa para mim. Apesar da distância meu amor é cada dia maior e eu sempre carrego ele comigo onde quer que eu vá, no meu pensamento e no meu coração. Você me faz muita falta amigão, não tem um único dia que eu não pense em você, te amo pra sempre. "Só enquanto eu respirar vou me lembrar de você", TE AMO." - Anna Carolina Massenzi Leão - abril de 2010

 

 

     “Os sábios entenderam que este mundo natural é apenas uma imagem e uma cópia do Paraíso. A simples existência deste mundo é a garantia de que existe um mundo mais perfeito que ele. Deus o criou para que, através das coisas visíveis, os homens pudessem compreender seus ensinamentos espirituais, e as maravilhas de sua sabedoria.” (Paulo Coelho. O Alquimista. 1988. Rocco. p. 195).

Refletindo sobre esta passagem de um livro muito conhecido posso entender que os ensinamentos percorrem caminhos, por vezes, de difícil compreensão. É quase inacreditável acordar e saber que uma pessoa tão presente e tão marcante já não se encontra entre nós. É uma ruptura tão dolorosa que quase não consigo sentir a dor, parece que uma sabedoria maior lança um anestésico. Desta partida, o ensinamento que compreendo está em poder ver, sentir e conhecer a pessoa por outro olhar; está em amadurecer e aprender a conviver com uma ausência que nunca será suprimida. É como se fosse “a garantia de que existe um mundo mais perfeito” porque a pessoa que se foi deixou tanto, mas tanto de sua existência que é como se ainda estivesse aqui e presente. O choro fica embargado porque penso que a vida foi vivida de forma plena e que não ficarão apenas lembranças, ficarão os fatos e as realizações da própria vida. Nonno, espero que agora você possa estar em um mundo mais perfeito e digo que hoje posso ver o que eu não via antes ... Agradeço por você ter iniciado a nossa existência e ter permitido o privilégio da sua convivência! – Simone Massenzi Savordelli - abril de 2010

 

 

“Todo dia eu ia na casa do Nonno e ficávamos muito tempo conversando. O Nonno me explicava os programas de televisão porque se preocupava com a minha deficiência auditiva e queria que eu entendesse o que as pessoas estavam falando. Nós estávamos juntos sempre. Hoje, não ter mais ele para conversar é como um vazio, é silêncio! Me sinto sozinho. Eu sinto saudade da convivência com ele porque o amava muito, muito, muito ...” – Alan Massenzi Savordelli - abril de 2010

Texto em homenagem a Pierino Massenzi para a missa de sétimo dia.

Mais um poema da série “Leituras Pictóricas”, dedicado às pinturas (e aos pintores) de minha coleção, desta feita, em homenagem a Pierino Massenzi, o premiado cenógrafo da Cia. Vera Cruz e reconhecido artista plástico:

Massenzi, o artista indignado

 

No recorte do dia-a-dia

desterritorializadas

as notícias

tematizam e acusam

 

a urbe

:

leitura pictórica da leitura

 

Diante do poema do pintor

a palavra da poeta enfrenta

a impossibilidade do poema

 

                                 Dalila Teles Veras 

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     Simone, apesar de ser um prazer achar vocês na internet, a tristeza foi maior ainda por descobrir que o Sr. Pierino havia falecido. Não tinha a mínima noção, pois fiquei muito tempo afastada de São Bernardo, só voltando agora. Fique sabendo que eu gostava muito de seu avô, bem como de toda família. Cada vez que o ‘Véio Pira’ aparecia era felicidade só, pois com seu jeito extrovertido, falando alto, ele a todos cativava (desculpe-me do modo de como o chamei, mas era assim que meu tio o chamava - Airton - Apelido: Matraca). Cada vez que encontrava com o tio, pode ter certeza que na conversa sempre o seu avô estava envolvido, pois meu tio o considerava bastante, tanto ao seu avô quanto ao seu pai e sua mãe. Infelizmente o Matraca também faleceu. Já vai fazer 3 anos. Mas o que ficou foi a saudade da convivência com todos vocês. Pode ter certeza que muito aprendi e sinto-me honrada por ter feito parte do convívio de todos. Mesmo que seja profissional. Esqueci de dizer, mas eu sou a Sandra e trabalhei com vocês na Ocara Móveis. Dê um abraço em todos por mim e apesar de atrasada desejo que tenham um feliz 2012. Fiquem com Deus e que Ele abençoe a todos. Sandra Aparecida Gomes.

Senta que lá vem a história (tipo draw my life, sóquenão hehehe)

Meados de 1990. Boteco em frente à faculdade. Enquanto o Frederico Savordelli e eu ficávamos a conversar um monte de abobrinhas, surgiu a idéia maluca de montarmos uma HQ satirizando nossa classe. Decidimos, então, criar uma história parodiando o universo Star Wars substituindo os personagens do filme pela turma da classe.
Professores que achávamos tiranos, viravam os vilões intergaláticos, alunos eram etês, heróis, figurantes, etc. Nos reunimos na casa dos pais do Fred pra fazer a HQ (e claro, pra fazer um montão de pizza também heheh).
A casa ao lado era a casa do nonno Pierino Massenzi. O terreno, mais alto, dava a imposição que a singular construção merecia. Lembrava muito um forte medieval. Afixado ao centro da larga e verde porta de entrada, tinha uma daquelas peças que usávamos para bater quando precisávamos chamar alguém de casa. O Fred sempre contava sobre o nonno dele, dos trabalhos realizados de cenografia na antiga Companhia Cinematográfica Vera Cruz e de suas pinturas. Fiquei muito curioso e decidi subir pra conhecer e perturbar o nonno.
Dentro da casa, uma sala de dois ambientes que, no primeiro, todos os troféus de cinema e, no segundo, um estúdio com suas pituras concluídas e a concluir e, ao canto, um belo piano.
O nonno chegou pra mim e disse: "Vem cá! Senta aqui do meu lado que eu quero ver seu trabalho.". Mostrei meus humildes traços que foram respeitosamente lapidados por aquele extraordinário homem. Ali eu começava a vislumbrar traços, cores, técnicas, etc. Me fez lembrar muito meu próprio avô que me chamava a sentar ao seu lado pra falar de partituras, notas musicais... eu considerava o nonno Pierino meu 3º avô.
P.S.: Bom... acredito que você esteja se perguntando sobre o que aconteceu com o projeto do HQ. Terminamos ele sim. Foi um sucesso na classe e o povo caiu na gargalhada.

Marcelo Gomes da Fonseca